RWC 2011: Gales perde para os Springboks

 

Os atuais campeões da Copa do Mundo de Rugby sofreram para derrotar Gales, por 17 a 16, no encontro desta madrugada, em Wellington.

Faltavam 15 minutos de jogo, e o placar acusava 16 a 10 para a seleção do Dragão; os Springboks deram duro para produzir o try marcado pelo ponta reserva François Hougaard, e garantir a sofrida vitória.

A liderança do Grupo D continua nas mãos de Fiji, com 5 pontos, mas agora acredita-se que a África do Sul terminará a etapa de grupos na frente.

Após ficar atrás no placar no começo da partida (a África do Sul liderava por 10 a 6 no intervalo), Gales produziu um rugby sensacional para virar o placar contra os favoritos da chave.

Gales não pode falar que faltaram oportunidades de marcar, uma vez que tiveram a posse da bola a maior parte do jogo.

Questões foram levantadas, antes da partida, sobre a capacidade do pack de forwards de Gales enfrentar a fisicalidade dos Springboks, mas os homens de vermelho aguentaram o tranco com bravura, e têm todos os motivos do mundo para ficarem desapontados com o placar, e por terem deixado escapar uma vitória que entraria para a história do rugby.

A África do Sul mostrou-se perigosa nos primeiros vinte minutos da partida, mas foram dominados durante todo o resto, com exceção do pequeno “milagre” de cinco minutos que produziu o try da vitória.

Após as comemorações, os Springboks deverão focar suas energias em dois jogadores importantíssimos para a campanha neste mundial, Jean de Villiers e Victor Matfield precisaram sair de campo mais cedo, após lesões nas costelas e na coxa, respectivamente.

Como foi a partida?

Os sul-africanos começaram em um ritmo frenético, e marcaram os primeiros pontos no placar com apenas três minutos de jogo, com o fullback Frans Steyn marcando um try. Jaque Fourie quebrou a linha de defesa vermelha, e pouco depois a bola chegou para o fullback, bem aperto na ponta, que atropelou James Hook e lembrou a todos quem são os atuais campeões do mundo.

Após o susto inicial, Gales encontrou seu jogo e Hook colocou o Dragão no placar após Pierre Spies cometer um penal.

Pouco depois, os jogadores de Gales ficaram perplexos quando Wayne Barnes – sempre ele – negou três pontos de um penal convertido por Hook, por ter julgado que a bola não teria passando entre os paus.

Morne Steyn aumentou a liderança dos Boks aos 15 minutos, marcando mais uma penalidade, mas a resposta veio pelos pés de James Hook pouco depois dos 30 minutos de jogo, deixando o placar em 10 a 6 até a hora do intervalo.

Gales passou uma boa parte dos 20 minutos iniciais da etapa complementar dentro do campo de defesa dos sul-africanos, dominando a posse de bola no jogo fechado, e impressionando no ataque.

Hook diminuiu a diferença no placar para apenas um ponto aos 50 minutos de jogo. Abalados com o que estava acontecendo em campo, os Springboks não conseguiam reagir. Sem seus principais comandantes (John Smit e Victor Matfield já estavam do lado de fora), tomaram a corajosa decisão de chutar um penal para a lateral, ao invés de tentar garantir mais três pontos com os pés.

A decisão mostrou-se acertada, e em um espaço que surgiu no lado de um ruck, Hougaard veio correndo para receber o passe curto de Fourie Du Preez, e marcar o try embaixo dos paus.

A conversão de Morne Steyn garantiu a liderança por 17 a 16, e a vitória.

O abertura Rhys Priestland ainda tentou um drop-goal nos minutos finais, sem sucesso, e Hook também errou o chute em um penal no final da partida, garantindo a vitória dos Boks.

Homem da Partida: Não podemos deixar de mencionar o terceira-linha dos Boks, Heinrich Brüssow, que foi uma verdadeira máquina de tackles, mas o capitão de Gales, Sam Warburton, foi o destaque da partida, com uma performance fenomenal nas disputas de bola.

Vilão da Partida: Se você é um torcedor de Gales, você sabe muito bem quem foi o vilão.

África do Sul: 15 Frans Steyn, 14 JP Pietersen, 13 Jaque Fourie, 12 Jean de Villiers, 11 Bryan Habana, 10 Morné Steyn, 9 Fourie du Preez, 8 Pierre Spies, 7 Schalk Burger, 6 Heinrich Brüssow, 5 Victor Matfield, 4 Danie Rossouw, 3 Jannie du Plessis, 2 John Smit (c), 1 Tendai Mtawarira.
Reservas: 16 Bismarck du Plessis, 17 Gurthrö Steenkamp, 18 CJ van der Linde, 19 Johann Muller, 20 Willem Alberts, 21 Francois Hougaard, 22 Butch James.
Tries: F. Steyn, Hougaard
Cons: M. Steyn 2
Pen: M. Steyn

Gales: 15 James Hook, 14 George North, 13 Jonathan Davies, 12 Jamie Roberts, 11 Shane Williams, 10 Rhys Priestland, 9 Mike Phillips, 8 Toby Faletau, 7 Sam Warburton (c), 6 Danny Lydiate, 5 Alun Wyn Jones, 4 Luke Charteris, 3 Adam Jones, 2 Huw Bennett, 1 Paul James
Reservas: 16 Lloyd Burns, 17 Ryan Bevington, 18 Bradley Davies, 19 Andy Powell, 20 Tavis Knoyle, 21 Scott Williams, 22 Leigh Halfpenny.
Try: Faletau
Con: Hook
Pens: Hook 3

Estádio: Wellington Regional Stadium, Wellington

Árbitro: Wayne Barnes (Inglaterra)
Auxiliares: George Clancy (Irlanda), Vinny Munro (Nova Zelândia)
TMO: Matt Goddard (Austrália)