RWC 2011: a Inglaterra escapa dos Pumas
Os Pumas quase conseguiram surpreender novamente em uma partida de estréia do Mundial de Rugby, mas acabaram perdendo por 13 a 9 para a Inglaterra.
A noite parecia ser dos hermanos. Parecia que os Pumas iriam conseguir repetir a façanha de 2007, quando derrotaram a França na partida inicial da Copa do Mundo de Rugby – e poucas pessoas achavam que seria possível vencer aquele jogo. Mas apenas parecia. Do outro lado da cancha, uma Inglaterra que cometia muitos erros, e não lembrava em nada a equipe que venceu o Six Nations deste ano. Jonny Wilkinson também não estava em uma noite inspirada.
E os Pumas tinham que ter aproveitado isso.
A Argentina teve que lidar com problemas e contratempos desde os minutos iniciais do encontro. Uma lesão nas costelas tirou Felipe Contepomi de campo, o maestro dos Pumas, e que havia convertido um penal pouco antes de abrir caminho para Santiago Fernández e Marcelo Bosch. Gonzalo Tiesi também saiu lesionado, e, com isso, os planos começavam a mudar.
Apesar dos inconvenientes, a equipe dirigida por Santiago Phelan se sentia muito mais confortável em campo do que os britânicos. O placar estava apertado, sem grandes emoções: Wilkinson e Martín Rodríguez Gurruchaga trocaram penais, e o primeiro tempo terminou acusando 6 a 3 para os argentinos.
A etapa complementar não foi muito diferente. Os Pumas sabiam que estavam diante de uma oportunidade real de vencerem pela primeira vez uma seleção que já venceu uma Copa do Mundo de Rugby (a Inglaterra foi a campeã no mundial de 2003, realizado na Austrália), e jogaram com garra, força e amor próprio de uma equipe que deixou tudo dentro do campo, mas saiu de mãos abanando. Rodríguez Gurruchaga converteu mais um penal, deixando a vantagem para os Pumas em 9 a 3.
Mas o que aconteceu? A mudança de rumo na partida tem nome e sobrenome: Ben Youngs. O half-scrum entrou em campo para substituir Richard Wigglesworth, que também estava em uma péssima noite. Com Youngs comandando o link entre forwards e backs, a Inglaterra conseguiu impor uma dinâmica de jogo até então inédita na partida, assumindo a posse da ovalada pela primeira vez.
Youngs foi o autor do único try da partida, e garantiu o alívio dos homens comandados por Martin Johnson.
Argentina: 15 Martin Rodriguez, 14 Horacio Agulla, 13 Gonzalo Tiesi, 12 Santiago Fernandez, 11 Gonzalo Camacho, 10 Felipe Contepomi (c), 9 Nicolas Vergallo, 8 Juan Martin Fernandez Lobbe, 7 Juan Manuel Leguizamon, 6 Julio Farias Cabello, 5 Patricio Albacete, 4 Manuel Carizza, 3 Juan Figallo, 2 Mario Ledesma, 1 Rodrigo Roncero.
Reservas: 16 Agustin Creevy, 17 Martin Scelzo, 18 Mariano Galarza, 19 Alejandro Campos, 20 Alfredo Lalanne, 21 Marcelo Bosch, 22 Juan Jose Imhoff.
Pen: Contepomi, Rodriguez 2
Inglaterra: 15 Ben Foden, 14 Chris Ashton, 13 Manu Tuilagi, 12 Mike Tindall (c), 11 Delon Armitage, 10 Jonny Wilkinson, 9 Richard Wigglesworth, 8 Nick Easter, 7 James Haskell, 6 Tom Croft, 5 Courtney Lawes, 4 Louis Deacon, 3 Dan Cole, 2 Steve Thompson, 1 Andrew Sheridan.
Reservas: 16 Dylan Hartley, 17 Matt Stevens, 18 Tom Palmer, 19 Tom Wood, 20 Ben Youngs, 21 Toby Flood, 22 Matt Banahan.
Try: Youngs
Con: Wilkinson
Pen: Wilkinson 2
Árbitro: Bryce Lawrence (Nova Zelândia)
Auxiliares: Romain Poite (França), Simon McDowell (Irlanda)
TMO: Matt Goddard (Austrália)

2 Comentários
estava torcendo muito pra Argentina,,,aquele try do comecinho poderia ter acontecido….foi por pouco
Vamos pumas vamos!