Saturday, July 26th, 2008 10:47 am por
Fernando Guerra
Imprima esta página. A nova era do rugby Wallaby demonstrou-se novamente brilhante hoje em Sidney, quando os homens de Robbie Deans passaram por cima da Nova Zelândia, marcando quatro tries e dominando completamenete a partida.
Antes de tudo, os All Blacks precisam, desesperadamente, de Richie McCaw em campo. É a segunda partida seguida em que os kiwis foram totalmente dominados na área dos loose forwards. Nem mesmo uma espetacular performance individual de Daniel Carter conseguiu salvar os homens de preto.
Vale lembrar que esta é a primeira vez, desde 2004, que os All Blacks perdem duas partidas seguidas.
Os Wallabies estavam preocupados com a sua linha, uma vez que sem o capitão Stirling Mortlock e o lendário fullback Chris Latham, alguns duvidavam se os novatos da equipe de Deans seriam capazes de parar o avanço de máquinas como Ma’a Nonu e Dan Carter. Ma’a Nonu foi encarregado de atacar Berrick Barnes, jovem estrela dos Wallabies, mas o australiano demonstrou que não é nenhum Charlie Hodgson, e foi capaz de passar por cima das adversidades causadas por Nonu.
Outro fator decisivo na partida foi a frieza e tranquilidade com a qual os Wallabies resistiram aos ataques kiwis no começo do segundo tempo, quando os All Blacks tentavam reverter o placar - situação que os Wallabies dos últimos anos sempre deixavam.
Graham Henry terá de responder várias questões quando voltar para a terra da grande nuvem branca. As táticas da Nova Zelândia foram terríveis e sem propósito. Os All Blacks estavam sem estrutura, liderança e coesão. O fato deles terem marcado tries é graças à brilhante performance individual de Daniel Carter e ao trabalho incansável de Mils Muliaina.
Por outro lado, Henry merece respeito por continuar insistindo na tão criticada tática de rotação de jogadores - apesar que alguns neozelandeses acreditam que ele está insistindo nisso apenas por birra. É um fato que no futuro esta política irá gerar bons frutos para o rugby do país, mas as evidências empíricas demonstram que os jogadores são melhores quando têm uma equipe, e posições, bem definidas.
Nenhum país no mundo é páreo para a Nova Zelândia em termos de talento e habilidade com a bola, mas aquela comunicação telepática que sempre fez dos All Blacks uma ameaça, não está presente nesta equipe. Knock on atrás de knock on, e passes errados atrás de mais erros, deixam bem claro que está seleção comandada por Graham Henry não mais funciona como um coletivo.
A pergunta que estará rondando a Nova Zelândia pelos próximos dias é: Por quê diabos deixamos Robbie Deans ir treinar os Wallabies e mantivemos esse cara?
Confira as equipes e os pontuadores:
Austrália
Titulares: 15 Adam Ashley-Cooper, 14 Peter Hynes, 13 Ryan Cross, 12 Berrick Barnes, 11 Lote Tuqiri, 10 Matt Giteau, 9 Luke Burgess, 8 Wycliff Palu, 7 George Smith (c), 6 Rocky Elsom, 5 Nathan Sharpe, 4 James Horwill, 3 Al Baxter, 2 Stephen Moore, 1 Benn Robinson.
Reservas: 16 Tatafu Polota-Nau, 17 Matt Dunning, 18 Daniel Vickerman, 19 Phil Waugh, 20 Sam Cordingley, 21 Timana Tahu, 22 Drew Mitchell.
Tries: Cross, Hynes, Elsom, Horwill
Conversões: Giteau 4
Penalidades: Giteau
Drops: Giteau
Nova Zelândia
Titulares: 15 Mils Muliaina, 14 Anthony Tuitavake, 13 Richard Kahui, 12 Ma’a Nonu, 11 Sitiveni Sivivatu, 10 Dan Carter, 9 Andy Ellis, 8 Jerome Kaino, 7 Daniel Braid, 6 Rodney So’oialo (c), 5 Ali Willliams, 4 Brad Thorn, 3 Greg Somerville, 2 Andrew Hore, 1 Tony Woodcock.
Reservas: 16 Keven Mealamu, 17 John Afoa, 18 Anthony Boric, 19 Sione Lauaki, 20 Jimmy Cowan, 21 Stephen Donald, 22 Conrad Smith.
Tries: Muliaina, Hore, Ellis
Conversões: Carter 2
Cartão amarelo: Brad Thorn - tackle alto, 5”