Vinte seleções na RWC 2011
O conselho da IRB, que está reunido em Woking, na Inglaterra, irá anunciar amanhã, que a Copa do Mundo de Rugby 2011 contará com 20 seleções na disputa pela Webb Ellis Cup.
Após uma semana inteira de discussões sobre a temporada “integrada” do rugby mundial, com a histórica presença das maiores autoridades do esporte, os medalhões do IRB finalmente divugarão, amanhã, o formato do mundial de 2011.
Antes da Copa do Mundo de Rugby de 2007, realizada na França, existia um forte movimento à favor da redução do número de seleções na competição.
Os oficiais neozelandeses, em particular, eram favoráveis à redução do número de equipes, para evitar partidas “inúteis” como aquelas que os kiwis jogaram na fase de grupo do mundial da França.
Entretanto, o sucesso da Copa do Mundo de Rugby da França, apresentando a competitividade das “nações fracas” como Tonga e Geórgia, além da emoção e da coragem demonstrada por Portugal, conspiraram à favor do formato de vinte equipes.
A sugestão de reduzir o número de equipes para 16, para facilitar a logística do próximo mundial, que será realizado na diminuta Nova Zelândia, será descartada amanhã, quando a votação acontecer.
Espera-se também, que o IRB faça uma revisão completa do sistema de seeds.
Atualmente, os seeds da RWC são definidos de acordo com as posições que as seleções ficaram ao término do mundial anterior, quatro anos antes. Existe um movimento à favor da introdução de um sistema mais justo, baseado na performance das seleções no período entre copas, ou seja, as seleções serão rankeadas pelo nível que apresentarem no perído mais próximo ao mundial, uma vez que, em quatro anos, muitas coisas mudam.
O ranking mundial da IRB poderia ser a melhor forma de determinar os seeds, mas ficaria em dúvida qual seria a posição limite para definir os grupos.
A Austrália sugeriu que fosse criado um “torneio mundial”, que seria disputado pelas 10 melhores seleções ao redor do globo, nos anos em que não fossem realizados as Copas do Mundo, ou as Lions Tour’s. A competição seria baseada nos torneios já existentes, o Six e o Tri Nations, e os pontos seriam distribuídos ao decorrer do ano.
Finalmente, as melhores seleções de cada hemisfério disputariam a grande final em uma capital européia, como Londres, Paris ou Cardiff.
Entretanto, a natureza reclusiva das uniões do hemisfério norte é o maior empecilho para a criação desta possível competição.
O comitê do Six Nations já decidiu que não mudará a tradicional data da competição, entre os meses de fevereiro e março. Além disso, o mesmo comitê, descartou a idéia de incluir a Argentina no torneio europeu, sugerindo que os Pumas deveriam achar seu lugar no hemisfério sul.
Certamente não existe uma solução simples para o problema de calendário dos test-matches inter-hemisférios, e a resposta aparenta ficar cada vez mais longe.

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