Thursday, November 8th, 2007 3:02 pm por
Fernando Guerra
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Os Pumas darão um passo à frente para ingressar no Six Nations: apresentarão uma proposta para o International Rugby Board no final deste mês, além de modificar as regras do esporte, permitindo que os jogadores que atuam na Argentina possam ser pagos.
Os Pumas estão ansiosos para aproveitar a terceira posição no ranking, e na Copa do Mundo de Rugby, para entrar no tradicional campeonato europeu.
O Tri Nations também é uma possibilidade, mas com a maioria absoluta dos Pumas jogando nos clubes da Europa, o Six Nations continua sendo a opção preferencial.
Hugo Porta, o lendário abertura argentino e ministro dos esportes, fará uma apresentação no próximo encontro do comitê em Londres. Neste encontro, o iRB discutirá as possíveis maneiras de implementação de uma temporada global.
“Apresentaremos nosso plano estratégico para o iRB, o qual estamos trabalhando há muito tempo para garantir a presença da Argentina nas próximas competições internacionais.”
“Vários jogadores acreditam que é mais viável jogar na Europa, uma vez que a maioria deles atuam nos clubes do velho continente,” disse Porta.
O iRB está determinado a achar um lugar para a Argentina, que derrotou a França por duas vezes, além de Irlanda e Escócia, durante a melhor Copa do Mundo da história do rugby Puma.
De qualquer forma, o ingresso no Six Nations seria decidido pelo comitê do torneio, assim como no Tri Nations, o SANZAR precisaria aprovar a entrada dos argentinos.
Existem problemas comerciais e logísticos que precisam ser levados em conta, além dos contratos televisivos.
Se o iRB achar uma solução apra a temporada integrada, tornaria a entrada dos argentinos no Tri Nations mais fácil, uma vez que os Pumas não perderiam nenhuma partida da temporada de clubes da Europa.
Mas a Argentina parece estar mais suscetível à entrada no Seven Nations, possivelmente tendo a Espanha ou a Bélgica como país “oficial” para os seus jogos.
“No meu ponto de vista, é melhor, para a Argentina, estar no Six Natons,” disse o ex-treinador dos Pumas, Marcelo Loffreda, que assumiu o cargo de treinador do Leicester Tigers após oito anos de sucesso liderando os Pumas.
“Todos os jogadores que atuam no exterior, estão no hemisfério norte, o que tornaria impossível a criação de um time competitivo no Tri Nations.”
Felipe Contepomi, centro dso Pumas, acredita que a melhor opção a longo prazo é o Tri Nations, caso contrário, estariam sendo coniventes com os clubes europeus que continuariam a recrutar os melhores jogadores da Argentina.
Contepomi acredita que a entrada no Tri Nations forçaria a UAR amadora a construir uma estrutura profissional e garantir a profissionalização do esporte nos torneios domésticos.
Porém, isto é pouco provável.
“Não será possível a Argentina ter uma liga profissional. Nós não temos os patrocinadores, ou o dinheiro. A única maneira dos Pumas continuarem sendo competitivos é com uma preparação profissional, e eles precisam jogar no exterior para isso.”
Além disso, os argentinos têm orgulho do seu status de amadores, e enquanto a UAR não sofrer uma reforma, não existem planos para o profissionalismo.
“É importante manter os clubes no amadorismo, pois foi isso que levou os Pumas ao sucesso,” disse Raul Sanz, secretário da UAR.
Loffreda garantiu que não será o olheiro dos Pumas na Europa.
Jose Javier Fernandez, o homem responsável da UAR para encontrar o novo treinador para o time argentino, disse que Loffreda seria “um selecionador na Europa”.
Entretanto, Loffreda respondeu ao site www.prematch.com.ar que “durante a reunião que tivemos, o assunto de ser um olheiro na Europa nunca veio à tona.”
“Eu teria sido muito irresponsável se tivesse aceitado esta função, uma vez que trabalho no Leicester toma todo o meu tempo livre,” finalizou o ex-treinador.
È importante que Argentina entre numa competição como o Seis Nações, mais para os torcedores argentinos e sul-americanos e uma pena não poder desfrutar de esses jogos aqui em “casa”.
Queria parebenizar à seleção do Brasil pelo titulo sul americano B obtido de forma categórica. Tomara que continue o crescimento, porque o Brasil tem muito potencial.