Nova Zelândia vs França – as equipes
Graham Henry e Bernard Laporte divulgaram as escalações das equipes que se enfrentarão no próximo sábado, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de Rugby. Daniel Carter vestirá novamente a camisa 10, enquanto Michalack tem que se contentar com um lugar no banco.
All Blacks (ou Nova Zelândia, como prefere Laporte)
Graham Henry escalou a equipe mais forte possível para abater os gauleses. Daniel Carter foi liberado pelos médicos, e Luke McAlister volta para o centro. Alguns temiam que Carter não conseguiria recuperar-se de uma lesão no calcanhar a tempo, mas passou com tranquilidade em todos os testes realizados pela comissão kiwi.
McAlister contará com a ajuda de Mils Muliaina no centro, e Leon MacDonald vestirá a familiarizada camisa 15. Muliaina e MacDonald já estão recuperados das lesões que sofreram na primeira fase do mundial. A surpresa na linha do selecionado kiwi é a presença de Joe Rokocoko na ponta, ao invés de Doug Howlett.
Já nos forwards, a surpresa é Keith Robinson ocupando a vaga de Chris Jack, que ficará no banco. A terceira-linha está completa novamente: Richie McCaw e Rodney SoOialo voltam para as camisas 7 e 8 respectivamente; Chris Masoe volta para o banco.
Os All Blacks passaram pelo caminho mais fácil até as quartas-de-final, e enfrentarão a França. A última vez que as duas equipes se enfrentaram em um mundial, foi em 1999, quando os gauleses surpreenderam o mundo ao derrotarem os homens de preto na semi-final.
Quatro anos mais tarde, os neozelandeses garantiram o terceiro lugar no mundial da Austrália, em cima dos franceses, mas não saíram contentes.
Apesar da possibilidade de mais uma surpresa, Graham Henry disse que sua equipe está preparada e animada para o jogo.
“Estamos animados por enfrentar a França. A fase do mata-mata no rugby é muito tensa e todas as oito equipes passarão por isso no fim-de-semana. Como um time, nós aproveitamos as grandes partidas nos últimos anos, e estamos preparados para esta partida,” finalizou Henry.
A escalação
Titulares: 15 Leon MacDonald, 14 Josevata Rokocoko, 13 Mils Muliaina, 12 Luke McAlister, 11 Sitiveni Sivivatu, 10 Dan Carter, 9 Byron Kelleher, 8 Rodney SoOialo, 7 Richie McCaw (c), 6 Jerry Collins, 5 Ali Williams, 4 Keith Robinson, 3 Carl Hayman, 2 Anton Oliver, 1 Tony Woodcock.
Reservas: 16 Keven Mealamu, 17 Neemia Tialata, 18 Chris Jack, 19 Chris Masoe, 20 Brendon Leonard, 21 Nick Evans, 22 Isaia Toeava.

França
Laporte escalou os 15 titulares, com ousadia e, aparentemente, um pouco de improvisação, na tentativa de parar os neozelandeses.
Damien Traille, normalmente, joga de centro. Laporte tentou colocá-lo de abertura, e não deu nada certo. Agora, jogará de full-back. E as surpresas não param por aí. O novo e “inexperiente” Lionel Beauxis será o abertura dos Bleus.
Fabien Pelous também está de volta ao time titular, e alinhará na segunda-linha com Jérôme Thion. O folclórico Sébastien Chabal está no banco.
Beauxis jogou bem na vitória francesa por 64 a 7 sobre a Geórgia na semana passada, marcando um try e convertendo outros de todas as posições do campo, além de bons chutes durante a partida.
As escalaçõe de Beauxis e Traille indicam uma estratégia um pouco conservadora de Laporte, o que poderá afetar negativamente algumas jogadas estratégicas, que outros jogadores, como Michalack, costumam fazer devido à experiência.
“Beauxis jogou muito para chegar até aqui, isso é evidente. Com Traille e Beauxis nós poderemos contar com dois chutes excepcionais. Quando um não estiver lá, o outro vai estar. E se os dois estiverem lá, maravilha! Não tenho como garantir que será assim no sábado, mas foi isso que eu idealizei e é o que estamos treinando,” disse Laporte.
Cristophe Dominici, um dos heróis de 1999, passa por cima de Aurélien Rougerie e garantiu seu lugar – no banco. Afinal, os pontas do Toulouse, Vincent Clerc e Cédric Heymans, são titulares absolutos.
Dominici não é o único membro da turminha de 99 a ser escalado. Pieter de Villiers – um substituto naquele fatídico dia em Twickenham – vestirá a camisa 3, Pelous e Ibañez também estavam lá, e começarão jogando no próximo sábado.
Apesar de Laporte dizer que Traille jogará como full-back pelos seus chutes, aparentemente ele foi “movido” para que Yannick Jauzion e David Marty continuem formando o par de centros que exibiu uma excelente performance contra a Geórgia.
Poucas surpresas nos forwards. Os versáteis Sébastien Chabal e Imañol Harinordoquy são os únicos reservas da segunda e terceira-linha. Thierry Dusautoir garantiu, por mérito, a camisa sete, enquanto Julien Bonnaire e Serge Betsen ainda precisam mostrar mais serviço.
“Eles não são All Blacks, são neozelandeses. Ao chamá-los pelo apelido (All Blacks) você cria um mito, uma entidade – e eles foram campeões apenas uma vez. Eles são muito bons, mas vamos expor o mito. São iguais a todos os outros. Quinze pessoas em campo, quinze bons jogadores,” finalizou Laporte.
A escalação
Titulares: 15 Damien Traille, 14 Vincent Clerc, 13 David Marty, 12 Yannick Jauzion, 11 Cédric Heymans, 10 Lionel Beauxis, 9 Jean-Baptiste Elissalde, 8 Julien Bonnaire, 7 Thierry Dusautoir, 6 Serge Betsen, 5 Jérôme Thion, 4 Fabien Pelous, 3 Pieter de Villiers, 2 Raphaël Ibanez (c), 1 Olivier Milloud.
Reservas: 16 Dimitri Szarzewski, 17 Jean-Baptiste Poux, 18 Sébastien Chabal, 19 Imañol Harinordoquy, 20 Frédéric Michalak, 21 Christophe Dominici, 22 Clément Poitrenaud.
A partida
O encontro entre França e Nova Zelândia será no dia 06 de outubro, às 16:00h (horário de Brasília), no Millenium Stadium, de Cardiff. O juiz será o inglês Wayne Barnes, e seus assistentes serão Jonathan Kaplan (África do Sul) e Tony Spreadbury (Inglaterra).

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