Hernández – o novo Maradona

 

Los PumasApós o terceiro drop goal convertido por Juan Martín Hernández na partida contra a Irlanda, no Parc des Princes, a platéia cantava: “Maradooo, Maradooo”.

Chamar alguém de Maradona é a maior honra para os fãs argentinos. Um jogador de rugby ser chamado assim, indica que os Pumas estão com a moral alta, e fazendo bonito.

Juan Martin HernandezO futebol argentino parece ter encontrado o sucessor de Maradona em Lionel Messi, enquanto o rugby encontrou encontrou o sucessor de Hugo Porta.

“Hernández é o jogador do momento. Não posso dizer sua melhor habilidade, porque ele é excepcional em tudo,” disse o próprio Hugo Porta em uma coluna de um jornal argentino.

Ele é um rugbier incrível. No domingo ele marcou os pontos que a equipe mais precisava,” disse o ex-jogador sobre a vitória dos Pumas sobre os irlandeses, que garantiu a vaga dos hermanos na próxima fase do mundial.

O abertura de 25 anos marcou três brilhantes drop goals, em momentos chave da partida. Dois com o pé direito, e outro, o melhor deles, com o pé esquerdo – o seu mais fraco.

O pupilo se iguala ao mestre. Porta já havia conseguido a façanha de três drops em uma partida – contra os All Blacks, em 1985, no histórico empate de 21 a 21 em Buenos Aires, e na vitória sobre os Wallabies por 24 a 13, em 1979.

A influência de Porta na partida contra a Nova Zelândia foi tão grande, que Murray Mexted, terceira-linha dos kiwis naquele encontro, ficou perplexo com o empate, apesar dos neozelandeses terem marcado quatro tries.

“Hernández é bom em vários aspectos do jogo, como defesa e jogar estrategicamente com os pés. É um dom ele poder marcar drops com ambos os pés. É um jogador importante, e seu preparo físico e mental são perfeitos para o rugby. Não é a toa ele ter sido nomeado o melhor jogador da partida,” disse Porta.

Hernández, assim como Porta, joga qualquer tipo de bola muito bem com os pés, e o Boca Juniors tentou contratá-los no passado.

A frieza que Hernández demonstra sob pressão é a mesma que Porta exibia quando liderava os Pumas.

“Nós fomos muito bons na defesa e estávamos tranquilos, com a cabeça no lugar. Os irlandeses não sabiam o que fazer e estavam desesperados. A única coisa que eles faziam é mandar a bola pro capitão (Brian O’ODriscoll) para tentarem algo,” disse Hernández, que já disputou 24 partidas pelos Pumas, marcando 45 pontos e seis tries.

 

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