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Portugal se apoderou dos festejos em Montevidéu

 

O Uruguai pagou muito caro pela desvantagem que trouxe de Lisboa, pela expulsão de Juan Bado e pelas intermináveis infrações cometidas contra Portugal no Parque Central de Montevidéu. Los Teros ganharam por 18-12, e a equipe dirigida pelo tucumano Daniel Hourcade integrará o Grupo C na Copa do Mundo de RUgby na França, a partir de setembro.Os Lobos deverão pensar agora na sua estréia contra a Escócia em St. Etienne. E dividirão o Grupo com Nova Zelândia, Itália e Romênia.

O encontro se abriu de maneira surpreendente. Aos dois minutos, Juan Bado ganhou cartão vermelho por um pisão no peito de um português que estava caído em campo. O árbitro inglês Tony Spreadbury não teve dúvidas e o expulsou. No entanto, o abertura Cardozo Pinto não aproveitou a chance e errou o chute no penal a favor.

Los Teros, longe de se deixar abater pelo homem a menos, tentaran progredir abrindo a bola para seus backs. Ao chegar à linha de 22 rival forçaram a infração e abriram o marcador graças à pontaria de Juan Menchaca.

Outra imperfeição mais deu chance a Diego Aguirre, centro do Carrasco Polo, de aumentar a vantagem. Mas desta vez o chute foi curto e a bola bateu no travessão. O mesmo aconteceu minutos mais tarde com o drop de Menchaca, que não acertou o objetivo.

No entanto, graças à superioridade dos seus forwards e ao cartão amarelo para o primeira-linha João Correta, o Uruguai menteve o jogo no campo adversário e seguiu provocando penais a favor. Diego Aguirre foi o encarregado de chutar e decretar o 6-0 parcial.

Um minuto mais tarde chegou a primeira resposta de Portugal. Depois de uma infração no line, Cardozo Pinto encontrou os paus com seu chute e pôs os europeus no marcador. Aos 32, depois de baixarem as revoluções no jogo, os lusitanos se instalaram em campo charrúa e conseguiram transformar outro penal em pontos. Partida empatada em 6.

A potência do pack Tero lhes permitiu armar prolíficos e sucessivos mauls para ganhar terreno e forçar mais infrações. Assim, o segunda-linha Marcelo Dorey ganhou cartão amarelo. Mas Aguirre falhou e o primeiro tempo terminou em 6-6.

Depois do descanso o Uruguai voltou com mais decisão em romper a igualdade. Uma bola aberta ao largo do campo terminou com o desfecho do ponta Ignacio Crosa para o primeiro try da partida; 11-6. A marcação portuguesa não alcançou a fechar e o Parque Central começou a se ilusionar com a passagem à França.Mas logo o ímpeto se transformou em descontrole e os de azul cometeram novos penais. O 10 lusitano não teve problemas para marcar. Bandeiras levantadas para colocar o placar em 12-11 para Portugal.

Depois de uma falta de atenção que os mantiveram em seu próprio campo durante vários minutos, Los Teros voltaram ao que melhor lhes saiu: o maul. Assim ganharam metros e se plantaram às portas do ingoal dos de vermelho. Um último empurrão pôs o capitão Rodrigo Capó do outro lado da linha. A conversão de Menchaca cravou o marcador em 18-12 a favor dos locais.

Quando parecia que Los Teros viriam com tudo, as imprecisões no line e no scrum lhes jogaram contra. Perderam bolas acessíveis, se equivocaram onde não deviam e a moral que tiveram pelo try se diluiu completamente. Tanto que em questão de minutos se encontraram defendendo a centímetros do seu próprio ingoal.

Os minutos se escorreram em um final dramático enquanto o Uruguai se debatia entre suas limitações e o cansaço por haver jogado toda a partida com um homem a menos. Portugal dispôs do pouco que lhe sobrava de ombros e de coração a tacklear ou morrer. A aposta lhes saiu a favor e depois de 5 minutos de acréscimo Spreadbury deu luz verde a sua passagem à França.